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Opel GT: o roadster que ninguém esperava da Opel — e que ainda dá arrepios

Quando se diz Opel, pensa-se em carros práticos, famílias, Corsa de cidade. Raramente se pensa em 264 cavalos, tração traseira e caixa manual de 5 velocidades num roadster de dois lugares. O Opel GT de 2009 é exactamente isso — e é um dos desportivos usados mais subestimados que existem.

7 min de leitura · 18 de maio de 2026 · Joane, Famalicão
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Opel GT 2009 — roadster com 264 cv e tração traseira disponível na Circuito Car
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Há carros que existem. E há carros que fazem sentido. O Opel GT não se encaixa muito bem em nenhuma dessas categorias — e é exactamente por isso que vale a pena falar dele.

Este não é um guia para toda a gente. É para quem já sabe o que quer: um desportivo a sério, raro, com história, e que não vai aparecer nenhum igual estacionado à beira. Se isso ressoa, continue a ler.

A história: de onde veio este carro

Para perceber o que é este Opel GT de 2009, é preciso recuar primeiro a 1968.

Nesse ano, a Opel apresentou o GT original — um coupé pequeno e agressivo, com linhas inspiradas directamente no Corvette Stingray norte-americano. Tinha faróis escamoteáveis accionados manualmente, tração traseira e uma silhueta que nada tinha a ver com o que a Opel fazia na altura. Ficou conhecido como o "mini Corvette europeu". Foram produzidas mais de 100.000 unidades entre 1968 e 1973, e hoje é um clássico de colecção.

Depois disso — silêncio. Durante 34 anos, a Opel não voltou a fazer um desportivo a sério.

Em 2006, o GT voltou. Não como exercício de nostalgia, mas como um projecto concreto: a General Motors encomendou o desenvolvimento à Magna Steyr, na Áustria, com base na mesma plataforma do Saturn Sky e do Pontiac Solstice — carros americanos com alma de roadster. O resultado foi apresentado no Salão de Detroit desse ano e entrou em produção em 2007.

O que veio a seguir surpreendeu muita gente: 264 cavalos num motor 2.0 Turbo de quatro cilindros, tração traseira, caixa manual, capota de lona retrátil, e um chassis que havia sido desenvolvido com influências directas da Lotus. Zero a 100 em 5,4 segundos. Peso inferior a 1.300 kg.

A produção durou apenas três anos — 2007, 2008 e 2009. Estima-se que foram produzidas menos de 7.000 unidades em todo o mundo. Em 2009 saiu o último. E nunca mais houve um Opel GT.

Este é um dos últimos disponíveis em Portugal

Com menos de 7.000 unidades produzidas, encontrar um Opel GT em bom estado e com garantia não é fácil. Este tem 18 meses de garantia e está em Joane, Famalicão.

O que faz deste carro algo diferente

Há desportivos com mais potência. Há roadsters mais bonitos. Mas o Opel GT tem uma combinação de características que, pelo preço a que chega ao mercado usado, é difícil de bater.

Tração traseira. Numa época em que quase tudo tem tração dianteira, este carro mantém o equilíbrio clássico de um desportivo a sério. Para quem gosta de conduzir de verdade — não apenas de se deslocar — isto faz toda a diferença.

264 cv com 1.300 kg. O rácio peso-potência é o que define um carro rápido de um carro que parece rápido. Este é realmente rápido.

Caixa manual de 5 velocidades. Não há modo Sport. Não há paddle shifters. Há uma alavanca, uma embraiagem, e a decisão em cada curva é do condutor.

Capota de lona retrátil. Roadster puro. Ar, sol, estrada. Com capota fechada, o interior fecha como uma concha — sem folgas, sem barulhos estranhos.

Produção limitada. Com menos de 7.000 unidades produzidas no mundo, não é um carro que se encontre em todo o lado. Nem em Portugal, nem na Europa. Isso tem valor — hoje e no futuro.

Os números deste exemplar

Este exemplar específico, disponível na Circuito Car, foi registado em Abril de 2009 — o último ano de produção. Tem 143.016 Km e o motor 2.0 Turbo com 264 cv. O preço é 20.995€, com 18 meses de garantia incluídos.

Para um roadster desta raridade, com esta mecânica, estes números fazem sentido. Estamos longe de um carro descuidado — e a garantia reflecte isso.

Para quem é este carro

Este Opel GT é para quem tem a cabeça certa para ele. Não é para toda a gente — e não quer ser.

É para si se:

  • Quer um carro que seja uma experiência, não um meio de transporte
  • Gosta de conduzir com as mãos e os pés — embraiagem, alavanca, curvas
  • Não precisa de mais de dois lugares na maioria das situações
  • Quer algo que não apareça estacionado ao lado quando chegar a qualquer sítio
  • Tem interesse em carros com história e potencial de valorização
  • Está disposto a tratar o carro com o respeito que um desportivo merece

Não é para si se:

  • Tem filhos pequenos e precisa de transportar a família regularmente
  • Faz muitos quilómetros todos os dias em auto-estrada
  • Prefere caixa automática ou quer condução descomplicada no trânsito urbano
  • Precisa de mala com volume útil — o Opel GT não tem praticamente nenhum
  • Quer um seguro barato (os desportivos têm prémios mais altos)

A honestidade é importante: este não é um carro para amadores que querem parecer desportivos. É um carro para quem percebe o que tem nas mãos.

Quer saber se faz sentido para si?

Explique-nos o que procura, como usa o carro e o orçamento disponível. A nossa equipa diz-lhe com franqueza se este é ou não o carro certo para o seu caso.

O que diz quem conduz

Quem conhece o Opel GT fala sempre de três coisas: o som do turbo, a forma como o carro comunica através do volante, e a reacção das pessoas quando param e olham.

É um carro que não pede atenção — mas recebe-a sempre.

Nas estradas portuguesas, com curvas e algum espaço, este roadster é uma experiência genuína. Não é um carro perfeito. Tem limitações práticas óbvias. Mas é um carro que se lembra anos depois de o conduzir — e isso tem um valor que nenhuma lista de equipamentos descreve.

O essencial

O Opel GT de 2009 é um dos roadsters mais subestimados do mercado usado europeu. Com menos de 7.000 unidades produzidas, 264 cv, tração traseira e uma história que liga dois momentos diferentes da Opel desportiva, este exemplar não vai ficar muito tempo disponível.

Se está a pensar num carro diferente — um carro que seja realmente seu — vale a pena pelo menos ir vê-lo.

Está em Joane, Famalicão. A equipa da Circuito Car está disponível para uma conversa sem compromisso.

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